<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281</id><updated>2012-01-28T02:59:03.552Z</updated><title type='text'>Sonho um deus profano...</title><subtitle type='html'>Um único momento de insanidade... ou como diria Voltaire "louco é aquele que perdeu tudo menos a razão"... o eu onírico, para o mundo...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-3355237451591062407</id><published>2011-04-15T00:23:00.003+01:00</published><updated>2011-04-15T00:39:02.839+01:00</updated><title type='text'>Prólogo dum livro que nunca foi escrito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;Sempre gostei de ruas feitas de pedra. Têm de ser toscas, feitas com pedras mal talhadas mas que, como uma entropia absoluta que acaba por tocar a ordem, encaixam umas nas outras. Há uma rua assim numa cidade que não interessa nomear. A estrada, feita de pedras irregulares, é um pesadelo para os proprietários de carros especialmente desenhados para circularem em estradas lisas e rápidas. Esta rua é tão antiga que não há registos de quando foi feita. Os prédios acompanham-na, apesar das modificações modernas. São casas com paredes amarelecidas e rugosas, com algumas fendas, que em vez de sugerirem fragilidade por acção do tempo mostram como estas construções rudes vão manter-se até que algum arqueólogo, num futuro inimaginável, decida preservar estas paredes feitas de história.&lt;br /&gt;Num dos edifícios desta rua, cuja cor varia entre o cinzento-escuro e o ocre, há uma livraria. Por dentro, cheira a mar antigo, como se de um barco se tratasse, e o interior é excessivamente forrado a madeira escura, talvez carvalho. Não há adornos, não há objectos úteis de utilização diária. Os candeeiros já são alimentados por electricidade, mas os fios expostos mostram falta de manutenção. Não é descuido, é o tempo que fica marcado nas coisas.&lt;br /&gt;O livreiro é como o local: antigo e cheio de memórias difusas. Tem uma farta cabeleira branca e pele enrugada, como se fosse um pescador que permitiu que todos os dias da sua vida a pele envelhecesse por acção do Sol. Usa sempre uma camisa imaculadamente branca por baixo duns suspensórios castanhos, que aguentam umas calças de ganga, azuis, tão gastas que deixam antever buracos vindouros. É sempre simpático com os clientes mas nunca dá informações sobre os livros que vende. Na verdade, todos os livros expostos só são vendidos ali. Cada exemplar é único. Não há catálogos, não há registo de nenhum daqueles livros em editoras, principalmente naquelas com nomes pomposos, normalmente construídos a partir de algum trocadilho em latim. Os nomes dos autores parecem anagramas ou pseudónimos alucinados. Os livros não estão dispostos por ordem alfabética ou por qualquer outra ordem que faça sentido, mas também não estão ao acaso. Cada pessoa que entra na livraria está sujeita a uma espécie de ironia que não está determinada mas que também não acontece por acaso. Seja como for, importa reter nesta história que ninguém sai da livraria sem pelo menos levar consigo um livro. Não é preciso ter dinheiro, os livros podem ser pagos ou não, mas estão destinados ao seu leitor, que depois poderá dá-los ou emprestá-los a quem quiser.&lt;br /&gt;Um dia, como outro qualquer, um carro preto e brilhante parou à porta da livraria. Um homem com menos de quarenta anos, enérgico, com uma mochila de couro e uns óculos de sol, saiu do veículo, com alguma pressa, e entrou na livraria, sempre com um ar afoito. Sorridente e despachado, perguntou ao livreiro se tinha um livro do ensino básico escrito pela Orízia Alhinho nos anos 80. Explicou que tinha um filho com quatro anos e que queria iniciá-lo na leitura agora, desta forma, com um livro que lhe tinha trazido muitas referências. O livreiro só lamentou a falta de livros dessa natureza, mas disponibilizou todos os outros que estavam nas estantes, já bastante gastas e não muito direitas. O homem decidiu sair sem levar nenhum livro. Já em casa, cansado, enquanto vasculhava as coisas que tinha na mochila, o homem encontrou um livro velho, com uma capa de couro seco, sem cor. O livro tinha um título escrito à mão e de forma imprecisa com caneta de feltro. Por entre cores indefinidas pintadas pelo tempo na capa do livro, podia ler-se o título que, como seria impossível prever, mudaria a vida do homem:”O coleccionador de inutilidades”. Apesar de não saber de onde viera aquele livro, abriu-o e pôde descobrir que se tratava dum conto extenso escrito para crianças. Nessa mesma noite, antes de dormir, sentou-se à beira da cama do filho, de apenas quatro anos, e começou a ler-lhe a história. (…)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-3355237451591062407?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/3355237451591062407/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=3355237451591062407' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/3355237451591062407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/3355237451591062407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2011/04/prologo-dum-livro-que-nunca-foi-escrito.html' title='Prólogo dum livro que nunca foi escrito'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-2026162513021422003</id><published>2011-02-07T12:04:00.004Z</published><updated>2011-02-07T12:31:23.368Z</updated><title type='text'>Húmus humano</title><content type='html'>No outro dia, como quem tropeça numa pedra saliente na calçada, encontrei uma notícia sobre uma mulher que, algures nos Estados Unidos, tinha assassinado o filho ou filha de três meses. Segundo a própria, o bebé estava a chorar muito e isso estava a impossibilitá-la de jogar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Farmville&lt;/span&gt;. Abanou o bebé até este deixar de chorar. Fê-lo em duas fases, parou a meio para fumar um cigarro. Foi condenada a 50 anos de prisão.&lt;br /&gt;Não quero fazer uma análise moralista desta situação. Não quero demonstrar asco ou raiva perante este comportamento. Os alicerces da civilização, que nos permitem viver como seres sociais, já não existem. O mundo faleceu e está a decompor-se, pelo menos nalguns sítios. As demandas por paraísos no século XIX, empreendidas por exploradores ávidos de aventuras, já só existem dentro das pessoas. Todos os dias, invariavelmente, os homens procuram fugir deles próprios e da falta de sentido. A simplicidade natural de todas as coisas esvai-se em hemorragias de medo. O resultado é a perda de tudo. Nada se transforma, tudo se perde.&lt;br /&gt;Ainda assim, o mundo merece que se lute por ele. É o único que temos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-2026162513021422003?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/2026162513021422003/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=2026162513021422003' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/2026162513021422003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/2026162513021422003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2011/02/humus-humano.html' title='Húmus humano'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-4447071307470462277</id><published>2010-02-25T02:05:00.001Z</published><updated>2010-02-25T10:12:36.950Z</updated><title type='text'>Conto-te uma história – Parte I</title><content type='html'>Nem todas as histórias começam numa terra distante, mas todas passam por sítios tão remotos que só podemos imaginá-los. Conto-te isto como se estivéssemos perto da lareira, como os avós fazem aos netos. &lt;br /&gt;Certo dia, disseste-me que não sonhas. Toda a gente sonha. Acho que só te esqueceste de como o fazer. Anda, segue as minhas palavras e tenta sonhar.&lt;br /&gt;Era uma vez, algures nos arredores de Lisboa, num outro tempo, um menino que morava com o pai numa quinta. Era um lugar pobre, onde só havia ovelhas, uma vaca escanzelada, duas galinhas e um cão muito velho. O cão chamava-se Tiracolo porque foi encontrado abandonado perto duma estrada quando era muito novinho e estava ferido nas duas patas dianteiras, pelo que só puderam transportá-lo num saco que o pai do menino usava a tiracolo, onde guardava o almoço diário. O nome ficou. Nessa altura, as ovelhas abundavam e um cão seria sempre útil para afastar os lobos e para dar algum alento a um pastor solitário com um filho tão pequeno. A família ficou completa e o cão, inteligente e fiel, veio trazer um resquício de alegria a uma casa soturna, depois da morte, por doença, da mãe do menino.&lt;br /&gt;Aparentemente, o menino era igual a todos os outros mas as histórias feitas de normalidade não ocupam lugar nas bibliotecas e no coração dos poetas. O menino, que era extraordinário, conseguia sentir a alegria e a tristeza de todos os seres que o rodeavam. Não parece ser um grande poder, mas ele não se limitava a escutar os animais, ele conseguia fazê-los sentir-se melhor. Encerrava nele próprio a tristeza que mais ninguém queria sentir. Foi assim que o nosso Tiracolo conseguiu sobreviver às feridas que tinha nas patas quando foi encontrado. O dono anterior só queria usá-lo para caçar coelhos e, desde muito cedo, batia-lhe para habituá-lo à inclemência da vida que o esperava. Um dia, bateu-lhe de mais e abandonou-o. O menino, que na altura não teria mais de três anos de idade, percebeu que um animal em sofrimento estava perto do lugar onde o pai apascentava as ovelhas e correu para salvá-lo. O menino abraçou o animal ferido e reservou para ele mesmo as dores das injúrias físicas. Foi uma questão de tempo até o Tiracolo ficar apto a correr atrás dos animais da quinta, agora impacientes.&lt;br /&gt;Viveram plenos com a natureza, às vezes cruel e imprevisível, todos juntos, até que um dia um homem demasiado educado e atencioso passou perto da modesta casa onde moravam. Era alto, mais ou menos robusto, e ostentava uma barriga que não ocultava os gostos gastronómicos requintados desta misteriosa personagem. Alegou ser um vendedor ambulante que, com a sua caravana, percorria todos os países que conseguisse. Tinha um sotaque estranho, como se tivesse nascido num qualquer país de leste ou como se falasse todas as línguas do mundo e já se tivesse esquecido de onde viera. Nunca disse um nome, mas era culto e conhecia segredos. Inspirava respeito mas era afável. Pediu, com cordialidade, ao pai do menino que o deixasse passar a noite na quinta e que desse de beber aos cavalos. A generosidade daqueles que têm pouco é desconcertante e o pai do menino não tinha nada, só um filho e alguns animais. Ofereceu a casa ao homem, partilhou a comida que tinha e não pediu nada em troca.&lt;br /&gt;A casa só tinha uma divisão, que era modestamente separada por móveis velhos e vagamente comidos por larvas de insectos. Nessa noite, o menino dormiu com o pai e o homem ficou instalado no sofá. Poderia ter ficado na caravana, mas o dono da casa insistiu com o inesperado visitante para que este tivesse mais algum conforto do que era habitual.&lt;br /&gt;Não se ouviu um único ruído. Durante a noite, com gestos leves como uma neblina, o homem tirou o menino, agora adormecido, da cama do pai, meteu-o dentro dum saco de lona, encafuou-o junto das tralhas que tinha na caravana e partiu.&lt;br /&gt;Para trás, ficaram um rasto volúvel de rodas de madeira, memórias e as lágrimas do pai. Também o Tiracolo tinha desaparecido.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, mais fria e insuportável, o menino acordou amarrado dentro dum saco escuro e fétido. Chorou mas pouco se ouviu. Às vezes, quando a dor é demasiado forte, não se consegue chorar. As crianças sabem-no.&lt;br /&gt;Sentiu umas mãos gigantescas a abrirem o saco, a puxá-lo para fora e a agarrá-lo como se estivessem a preparar uma galinha para a refeição. Viu um grupo de homens grandes, enormes, com roupas feitas de peles de animais, mal barbeados e nauseabundos. O que o agarrava tinha uma cicatriz na metade esquerda da cara, o que condizia com a ausência do olho correspondente. Falavam uma língua complexa, só com consoantes, que o menino nunca ouvira. Havia algumas mulheres naquele sítio, obesas e sem a maior parte dos dentes. Gostavam de se sentar ao colo dos homens que mais alto gritavam.&lt;br /&gt;O menino passou pelas mãos de vários homens que o olhavam com um misto de escárnio e orgulho, como se ele fosse um troféu que merecesse estar numa prateleira esquecida. Quantos mais homens lhe tocavam, mais tristeza o menino sentia e mais gargalhadas se ouviam naquele lugar.&lt;br /&gt;Prenderam-no com uma corrente a um canto daquilo que parecia ser um bar ou uma taberna, mas sem regras e com toda a gente a comunicar com agressões físicas e olhares incisivos.&lt;br /&gt;Passaram alguns dias até que alguém atirou um pedaço de pão ao menino. Foi a única refeição nessa semana. À medida que o tempo foi passando, os homens mostravam-se mais comunicativos. Davam restos das refeições ao menino e mantinham-no vivo, acorrentado e rodeado pelos seus próprios dejectos. &lt;br /&gt;Passou um mês. Passaram vários meses. Passou demasiado tempo. O menino recordava a vida na quinta do pai como uma memória distante. Naquele lugar, rodeado por aqueles seres, só sentia tristeza. Sem conseguir controlar-se, fraco, sujo, foi absorvendo as mágoas e o passado tenebroso de cada um dos homens que se aproximavam dele. O menino, agora com cerca de dezasseis anos, quase um homem, era um adorno daquele lugar. Tirava a dor dos que estavam por perto e ficava amargurado, sozinho e esquecido.&lt;br /&gt;Mas, para além de dor, os homens passavam-lhe memórias. O nosso jovem herói aprendeu línguas estranhas, construiu histórias, conheceu pessoas que nunca viu, tudo através daqueles homens improváveis. Ele parecia frágil e magro mas agarrava-se à esperança de voltar a ver o pai e de regressar à quinta.&lt;br /&gt;Num fim de tarde estival, daqueles que aquecem as almas mais frias, aconteceu algo que ninguém poderia imaginar naquele lugar desprezado. O mesmo homem alto, robusto e cruel, trouxe mais um saco de lona. De lá de dentro, sabe-se lá vinda de onde, saiu uma menina, talvez um pouco mais velha do que o rapaz. Ela tinha os olhos verdes, como um mar profundo, e uma tristeza proporcional à beleza. Pela primeira vez, o menino sentiu-se equilibrado. Aquela pessoa, frágil e magoada, conseguia compensar, só com a presença, tudo o que ele tinha passado. Ele voltara a ser o mesmo menino. A memória da quinta do pai ficou mais viva e a esperança de regressar estava mais forte. Acorrentaram-na ao lado dele. Ela não levantava a cabeça, não olhava para ele, não sorria. Chorava, mantinha-se distante. (continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-4447071307470462277?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/4447071307470462277/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=4447071307470462277' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/4447071307470462277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/4447071307470462277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2010/02/conto-te-uma-historia-parte-i.html' title='Conto-te uma história – Parte I'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-5195377981319880631</id><published>2009-06-04T05:44:00.004+01:00</published><updated>2009-06-04T06:02:46.139+01:00</updated><title type='text'>O lado negro de todas as coisas - parte II</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_AzpV0mWuIVc/SidSn9xG5wI/AAAAAAAAAB8/KldijGIBvRk/s1600-h/escavacao+022.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_AzpV0mWuIVc/SidSn9xG5wI/AAAAAAAAAB8/KldijGIBvRk/s320/escavacao+022.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343330329447294722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ele era um miúdo de onze anos e poucos meses. A escola ficava a alguns quilómetros de casa, demasiados. Todos os dias, tinha de apanhar um autocarro insuportável, cheio de gente que condizia bem com o veículo. Um dia, numa sexta-feira estival depois de terminar as aulas, o miúdo decidiu não apanhar o autocarro. Foi jogar à bola com os colegas, perto da casa de um deles. Ficava mais ou menos a meio do percurso que o autocarro tinha de cumprir todos os dias. Terminado o jogo, informal como devem ser todas as brincadeiras dos miúdos de onze anos, sozinho decidiu continuar a pé o caminho que lhe faltava para chegar a casa. Uma criança desta idade ainda está a aprender as regras básicas da vida na sociedade humana e nem todos os parâmetros fazem sentido, ainda que sejam aceites como verdades absolutas. Para chegar a casa o miúdo tinha de passar por uma linha de comboio, uma passagem apócrifa para a estrada que teria de seguir até casa. A linha estava ladeada por canas. Um trilho já tinha sido construído por entre as canas por pessoas que teimavam em atravessar naquele sítio, provavelmente a antecipar um trabalho camarário que a autarquia continuava a esquecer. Pouco antes de chegar à linha o miúdo ouviu uns passos atrás dele. Era um homem adulto com menos de trinta anos. Usava umas calças de ganga, era louro, com o cabelo ligeiramente mais comprido atrás do que à frente e tinha uma camisa azul às riscas horizontais e verticais numa imitação consentida dum padrão escocês. A tapar-lhe os pés estavam uns ténis brancos da marca Rothes, construídos a partir de couro artificial, o que teria reduzido consideravelmente o preço. Na mão o tipo trazia uma mala preta de plástico, como a dum qualquer executivo duma empresa de sucesso. O calçado estava claramente desajustado à mala. O miúdo sentiu-se mais confiante para atravessar a linha do comboio, uma vez que havia um adulto por perto, o que daria outro valor àquela passagem ilegal. Não apareceu nenhum comboio e, já longe das canas, na estrada que levaria o miúdo até casa, o adulto pediu-lhe uma informação. Uma história qualquer sobre um amigo que teria de ser encontrado e que morava numa qualquer rua ali próxima entrou nos ouvidos da nossa personagem principal. O miúdo, atento e prestável, decidiu ajudar aquele homem, visivelmente a precisar de orientação geográfica. Caminharam juntos durante uns minutos, o que foi suficiente para se desviarem da estrada e entrarem num prédio cuja escada era de utilização pública e dava acesso à rua de cima. A meio do prédio o homem parou, bateu a uma porta e aguardou pela resposta. Enquanto ambos esperavam por alguém que tardava em abrir a porta ou dar sinal de presença, o homem sossegou o miúdo garantindo-lhe que tinham chegado ao sítio certo. Do outro lado da porta ninguém respondeu. O homem, sem mostrar qualquer ar de surpresa ou incómodo por ninguém responder, sentou-se nos degraus mais próximos da porta e assumiu artificialmente uma postura de espera. Com um sorriso indefinido, sugeriu ao miúdo que se sentasse perto dele. Iriam esperar juntos por alguém que não estava. Sentados lado a lado, nuns quaisquer degraus frios dum mármore indizível, a conversa tomou o rumo que o homem planeara. Sem que o miúdo percebesse para quê ou porquê, o homem perguntou-lhe se costumava gostar de ficar “teso”. Uma criança de onze anos poderá não saber o significado destas palavras, tão agressivas como brinquedos de plástico partidos e cheios de pontas contundentes, mas a intenção salientou-se. O miúdo só respondeu, a medo e sem certezas, que não gostava de ter conversas destas com estranhos. Tentou levantar-se e continuar o caminho para casa, mas umas escanzeladas pernas dum miúdo de onze anos não conseguem competir com a força das mãos, como tenazes, dum adulto a puxarem-lhe o corpo inteiro para baixo, para os degraus. Mais uma tentativa de fuga, desta vez seguida dum grito ingénuo que antecedeu uma ameaça de morte perante os guinchos previstos, vindos de uma criança numa situação que não poderia controlar. Passaram segundos, minutos, como uma eternidade. O homem puxou a mala preta para juntos deles. Uns passos fizeram-se ouvir por trás de ambos, inesperados como chuva num deserto árido e igualmente milagrosos. Três ou quatro pessoas vestidas de preto e com umas caras aparentemente amigáveis desciam as escadas do prédio. O miúdo levantou-se, voltou-se, olhou para eles, fixou-os nos olhos durante uma fracção de segundo, o suficiente para agradecer a presença e a salvação, e fugiu pela escada abaixo. Correu durante todo o caminho, sem olhar para trás, até estar seguro em casa. Ofegante, fraco, a temer a humanidade, prometeu que nunca mais seria uma vítima nem permitiria, tanto quanto possível, que outra pessoa fosse vítima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-5195377981319880631?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/5195377981319880631/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=5195377981319880631' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/5195377981319880631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/5195377981319880631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2009/06/o-lado-negro-de-todas-as-coisas-parte.html' title='O lado negro de todas as coisas - parte II'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AzpV0mWuIVc/SidSn9xG5wI/AAAAAAAAAB8/KldijGIBvRk/s72-c/escavacao+022.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-8124948450633976677</id><published>2009-05-22T06:07:00.003+01:00</published><updated>2009-05-22T06:14:41.950+01:00</updated><title type='text'>O lado negro de todas as coisas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_AzpV0mWuIVc/ShYzsZPL7ZI/AAAAAAAAAB0/AJozC37sIzk/s1600-h/foto+048.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 241px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_AzpV0mWuIVc/ShYzsZPL7ZI/AAAAAAAAAB0/AJozC37sIzk/s320/foto+048.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338511246076145042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma vez olhei para o mundo. Não é fácil vê-lo e viver nele é impensável, mesmo que insistamos todos os dias em mudanças, em manutenções e em fés vagas. Ainda que uma história seja feliz, acaba mal, invariavelmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dois toxicodependentes, daqueles que caminham juntos enquanto praguejam numa linguagem alternativa para a maioria das sociedades, mesmo que ainda faça parte delas, adormeceram debaixo duma ponte qualquer depois de terem aplacado o desejo constante de não estar em lado nenhum. Meteram qualquer coisa para as veias e ficaram ali a apodrecer mais um bocado. Já não têm nome e as caras, de tão deformadas por substâncias indizíveis, já não lhes pertencem. Um deles não sobreviverá a esta noite. O que ainda alcançará mais um dia decrépito olha para o moribundo e promete-lhe que entregará os poucos pertences deste resto humano à família. Uma fotografia e um pente. No dia seguinte, o cadáver está esquecido e jaz numa poça de urina, restos fecais e vomitado, completamente despido, com as marcas expostas duma vida que dificilmente teria esse nome. O outro, cada vez mais irreconhecível, deambula numa feira enquanto procura agora vender uma fotografia, um pente e poucas peças de roupa nauseabundas. O fim adivinha-se, mas não é diferente do de qualquer pessoa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O bebé, com passos patuscos, corre para a mãe, que o espera a dois metros de braços abertos. O pai fotografa a cena, inchado de tanto orgulho. Estão casados há cinco anos e tal e o filho tem quase dois. Nos próximos trinta anos serão aquilo que a maioria dos humanos classificaria como felizes. O bebé crescerá, tornar-se-á um homem, será educado, preparado para interagir com outros humanos e aprenderá a defender-se intelectualmente contra um mundo que espera que os mais fracos pereçam. A meio dum dos triunfos anunciados, o ex-bebé recebe um telefonema: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Lamento, a situação da sua mãe piorou durante a noite e ela faleceu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nada prepara ninguém para uma situação de perda, mas a vida não é mais do que um estranho estado de alteração molecular a caminho da morte. Um grotesco jogo de azar perpetrado por genes que usam a vida para se divertirem à custa daqueles que mantêm o carbono à superfície do planeta. O fim adivinha-se, não é diferente do fim dum qualquer drogado que morre sem dignidade. No fim perde-se tudo, a não ser que, por uma ironia inconcebível, a memória desse alguém que morreu fique plasmada num livro, numa sinfonia, numa mistura controlada de cores ou numa capa de revista. Somos um produto dos outros.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-8124948450633976677?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/8124948450633976677/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=8124948450633976677' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/8124948450633976677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/8124948450633976677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2009/05/o-lado-negro-de-todas-as-coisas.html' title='O lado negro de todas as coisas'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AzpV0mWuIVc/ShYzsZPL7ZI/AAAAAAAAAB0/AJozC37sIzk/s72-c/foto+048.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-7783223885790843351</id><published>2008-06-26T01:16:00.004+01:00</published><updated>2008-06-26T02:09:41.200+01:00</updated><title type='text'>Discurso sobre quartos vazios</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_AzpV0mWuIVc/SGLhDf-bWFI/AAAAAAAAAAk/2oG0CaVuDZk/s1600-h/abril07+009.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_AzpV0mWuIVc/SGLhDf-bWFI/AAAAAAAAAAk/2oG0CaVuDZk/s320/abril07+009.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215978768687650898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nascemos num caixão feito de seiva e raízes e húmus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Começa a nossa fundação. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Temos paredes, telhado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pouco a pouco acrescentam-nos mobília, pó, carpetes e inutilidades.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando somos uma mansão, albergamos uma família. Enchem-nos de riscos de carvão e de brincadeiras pérfidas de crianças. Habituamo-nos aos passos pouco cadenciados daquela menina de cabelo preto e olhos azuis. Corre, saltita e deixa marcas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um dia acordamos e só temos quartos vazios. Olhamos para paredes brancas lapidadas pelo tempo e desejamos ser demolidos. As paredes já não fazem sentido, já não há crianças a pular nem avós a urinar pelas pernas abaixo, carcomidos pela idade. Só há quartos vazios. Só há morte e renascimento e dor esquecida.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-7783223885790843351?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/7783223885790843351/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=7783223885790843351' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/7783223885790843351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/7783223885790843351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2008/06/discurso-sobre-quartos-vazios.html' title='Discurso sobre quartos vazios'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_AzpV0mWuIVc/SGLhDf-bWFI/AAAAAAAAAAk/2oG0CaVuDZk/s72-c/abril07+009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-8758086278853496586</id><published>2007-10-08T04:11:00.000+01:00</published><updated>2007-10-08T04:32:20.697+01:00</updated><title type='text'>"Lídia"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_AzpV0mWuIVc/RwmhQWwq0sI/AAAAAAAAAAc/A8zYAYHp-kI/s1600-h/foto+008.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_AzpV0mWuIVc/RwmhQWwq0sI/AAAAAAAAAAc/A8zYAYHp-kI/s320/foto+008.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118799753842971330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;"Primeiro foi uma espécie de impressão nos ombros e no pescoço."* Maria Teresa Horta sonhou; eu imaginei-a assim. Um dia voou para longe do marido, da rotina. Tornou-se nisto, num espasmo onírico. Não sei para onde foi, mas deve estar melhor do que antes. Ela começou a cheirar a rio e a árvores. Acabou por saltar da janela e despojar-se da vida como uma cobra se liberta da pele velha. Voou para longe, para onde pode ser sem ter de ser outra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;*&lt;span style="font-style: italic;"&gt;In&lt;/span&gt; Contos, HORTA, Maria Teresa (e outros), Editorial Caminho, Lisboa, 1985, pág. 151&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-8758086278853496586?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/8758086278853496586/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=8758086278853496586' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/8758086278853496586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/8758086278853496586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2007/10/ldia.html' title='&quot;Lídia&quot;'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_AzpV0mWuIVc/RwmhQWwq0sI/AAAAAAAAAAc/A8zYAYHp-kI/s72-c/foto+008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-608576494684246352</id><published>2007-09-26T04:23:00.000+01:00</published><updated>2007-09-26T04:30:08.393+01:00</updated><title type='text'>Mais perto, outra pessoa, o equívoco, espontaneidade de não ser.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_AzpV0mWuIVc/RvnSLWwq0rI/AAAAAAAAAAU/qotLAB7SVAA/s1600-h/flauta+002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_AzpV0mWuIVc/RvnSLWwq0rI/AAAAAAAAAAU/qotLAB7SVAA/s320/flauta+002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114349944386015922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;O som calcorreia a madeira. Será o ar em vibração, que os ouvidos humanos entendem como um conjunto de frequências agradáveis. Em primeira análise são audíveis, apenas. Quando posso, o ar que sai – resquícios do processo de alimentação das células – é dedicado a alguém, é como se eu me desse, sob a forma de vida, a alguém. Assim surgem as músicas de dança (danças tão antigas como a memória que se tem delas), aquelas que um dia serão (ou já são) partilhadas. As músicas entranham-se pelos ouvidos e fundem-se nos músculos, nos ossos dos dançarinos. Por alguma irracionalidade, sente-se tudo no peito. Quando sou eu e a flauta, danço com o mundo inteiro, ao mesmo tempo, em osmose sonora. Penso no Lá da melodia acompanhado pelo acorde RéM, e estou onde quero estar: num campo verde, a correr como um miúdo que acabou de sair da escola ansioso por chegar a casa e não ter de pensar, só estar e ser. Não te conheço, mas estive a vida toda à tua espera. Um dia libertaste-me, com as tuas mãos, da prisão onde um flautista acaba sempre, com as mãos geladas, numa noite solitária. Acabei encarcerado por ti, na masmorra dos teus olhos, que não me vêem.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-608576494684246352?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/608576494684246352/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=608576494684246352' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/608576494684246352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/608576494684246352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2007/09/mais-perto-outra-pessoa-o-equvoco.html' title='Mais perto, outra pessoa, o equívoco, espontaneidade de não ser.'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_AzpV0mWuIVc/RvnSLWwq0rI/AAAAAAAAAAU/qotLAB7SVAA/s72-c/flauta+002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-5952005795787536215</id><published>2007-04-10T01:35:00.000+01:00</published><updated>2007-04-10T01:45:22.304+01:00</updated><title type='text'>Chuva de lágrimas...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_AzpV0mWuIVc/RhrcccJjNPI/AAAAAAAAAAM/X3fUYg62MGw/s1600-h/abril07+005.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_AzpV0mWuIVc/RhrcccJjNPI/AAAAAAAAAAM/X3fUYg62MGw/s320/abril07+005.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051592313200129266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Precipitava-se mais uma noite fria de fim de Inverno. O jovem casal procurava abrigo junto ao fogo improvisado, aquele que podiam ter naquele momento. Apesar da esperança renovada que estava na barriga da mãe, o futuro apresentava-se sombrio. Talvez a esperança nem fosse neles mesmos, nem nos próximos tempos, mas apenas naquela réstia de amor incubado. Nenhum dos dois tinha emprego, viviam da caridade dos vizinhos, que também mal sobreviviam na aldeia perdida no espaço, esquecida no tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As noites, estranhamente frias para a época, sucederam-se. Tinham passado quatro meses e já se sentia vida. Os sorrisos discretos do jovem casal escondiam a fome e a dor, e estas escondiam o desespero, a fraqueza substituía a ausência de brilho nos olhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Certa noite, mal a chuva mergulhara na aldeia escura, aconteceu o inesperado. A mesma lareira, o mesmo olhar vago e os mesmos sorrisos etéreos, mas não a mesma respiração da cada vez mais fraca mãe. Num esgar poderoso começou a ofegar como se uma cascata de oxigénio jorrasse na garganta seca. Balbuciava palavras sem nexo. O outro progenitor, sem força mas determinado, abraçava-a, suplicava a alguém para que a paz voltasse… pelo menos que a paz voltasse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De repente, como se o silêncio tivesse conquistado o mundo, sem hesitar, parou tudo. Não se ouvia a chuva. O vento adormecera, o fogo não crepitava. Ela, débil, não chorava. Ao longe, muito ao longe, um choro cavernoso de bebé. Ecoava pueril mas forte. Olharam um para o outro, o choro parou, o fogo voltara à vida, o vento soprava a dar forma à chuva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não comentaram nada, mas ambos sabiam de onde tinha vindo o choro. Aquele ventre fértil no meio daquele húmus de casas e pessoas sem futuro emitira o som mais doce de sempre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os dias recuperaram a temperatura, o Sol tinha bebido da fonte da juventude. Era o Outono mais quente de sempre e já tinham passado nove meses desde a incubação. Como que a desafiar a lógica da nutrição, a mãe estava forte e pronta a parir. O pai aguardava com impaciência. Numa manhã, quando ele andava na horta, pouco depois do Sol dominar toda a aldeia, ela sentiu um jorro de humidade a sair de dentro dela. Chegara o momento. Enquanto ela se debatia com dores extenuantes, ele corria a buscar a única parteira da aldeia, já velha, mas com a experiência de ter trazido ao mundo todos os habitantes, nos últimos trinta e cinco anos, daquele lugar inexistente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Chegada a ajuda, pouco diálogo houve. A mulher sabia o que tinha a fazer. Aguardou, tocou a barriga de forma rude e imprecisa e esperou pelo momento. Gritava com a jovem para que esta fizesse força. Os dentes rangiam, o suor escorregava pela pele encardida. Apesar da assistência, a natureza segue sempre o seu rumo. Por entre a carne cansada da mãe, saiu aquele ser pequenino e cheio de vida. Uma menina já com os olhos atentos, como se tivesse nascido antes de ter nascido, chorava a dar as boas vindas ao mundo. A mãe sorria e esvaía-se em sangue. Alguma coisa no parto correra mal. Alguma artéria ou veia naquela amálgama orgânica que não soube manter a sua posição. Pouco havia a fazer. Ela ia adormecer para sempre. Adormeceu calma, com o mesmo sorriso que mantivera durante a gravidez. Tinha tudo aquilo de que precisava e tinha feito brotar vida de si mesma. Adormeceu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A concordar com a chuva que caiu cinco meses antes, quando se ouviu o choro do bebé, as lágrimas do pai solitário cobriram-lhe a face precocemente enrugada. Os gestos não fluíam, apenas se despedaçava naquele líquido salgado e transparente enquanto olhava para o cadáver da, até então, única pessoa que amara.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, no momento, o mesmo silêncio invadiu a casa. E, como se puxado pela ausência de som, um sorriso infantil substituiu todos os sentimentos. A parteira, que já tinha limpo a criança e cortado o cordão umbilical, arregalou os olhos e perdeu o ar confiante. Esbaforida, em pânico, correu porta fora. O pai, ausente de todo o mundo, pela primeira vez percebeu o irracional. Agarrou na filha, embrulhou-a nos cobertores e sorriu. Despediu-se da esposa e soube ler no silêncio mortal que havia uma continuação, como um precipício que termina num gigante novelo de lã. Saiu para a rua com a filha carinhosamente depositada nos braços. Caminhou pela aldeia. Os poucos habitantes, cobardes e receosos, embora curiosos, depois dos gritos da velha, viram-no passar pela rua principal. Não demorou muito até que desaparecesse no horizonte. Nunca mais o viram. Dizem os mais velhos, que ainda hoje contam esta história, que ele aparece nalguns dias de chuva, com a filha ao colo. Quando ele aparece a chuva cai solta e quente, alaga os campos e faz nascer vida. Dizem que ele aparece sempre que alguém maltrata uma criança, e que a chuva são as lágrimas desviadas, para que a criança não sofra. Dizem, também, que quando ele aparece e alguém maltrata uma criança, a pessoa que ousa punir desta forma um inocente, fica condenada a ver, todos as noites, a imagem da mãe que nunca teve a filha nos braços, com lágrimas de sangue.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-5952005795787536215?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/5952005795787536215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=5952005795787536215' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/5952005795787536215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/5952005795787536215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2007/04/chuva-de-lgrimas.html' title='Chuva de lágrimas...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_AzpV0mWuIVc/RhrcccJjNPI/AAAAAAAAAAM/X3fUYg62MGw/s72-c/abril07+005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-116889711114322646</id><published>2007-01-15T21:32:00.000Z</published><updated>2007-01-15T21:38:31.156Z</updated><title type='text'>Conjunto de elementos…</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7373/370/1600/180139/foto%20019.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7373/370/320/579426/foto%20019.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia surgiste. Nem anjo nem demónio, uma multiplicidade de paradigmas incertos (nem sei por que raio acabam por ser paradigmas), daqueles que nos fazem suspeitar que um aglomerado de muitas coisas é igual ao vácuo.&lt;br /&gt;A tua forma, vagamente familiar, assusta-me e desperta-me para pesadelos e sonhos. No fim, quando nem as cinzas o são, continuas eterno ou eterna, porque até no género és errante. Foi mais um momento de cobardia, daqueles em que me deixo ir. És prole do meu desleixo. Espero, no entanto que voltes a acontecer, já que passaste tanto tempo a latejar no meu esterno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-116889711114322646?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/116889711114322646/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=116889711114322646' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/116889711114322646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/116889711114322646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2007/01/conjunto-de-elementos.html' title='Conjunto de elementos…'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-116775661327757691</id><published>2007-01-02T16:47:00.000Z</published><updated>2007-01-03T22:07:25.776Z</updated><title type='text'>Cárcere…</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7373/370/1600/683119/dracoteste.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7373/370/320/691725/dracoteste.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estás dentro de mim, guardada por um guerreiro imortal com ânsia de me proteger. Podes sair quando quiseres, mas ninguém entra para te roubar. O guerreiro, que desde a época em que não havia tempo está dentro de mim, mantém-te, contra a minha vontade, numa torre alta, inacessível para a maioria dos humanos, dentro de mim. Ninguém sabe como entraste. Até os sábios, que no silêncio ditam ao guerreiro cada acto da tarefa da minha protecção, se questionam acerca do teu poder, da tua sensibilidade ausente como um furacão devastador, que mesmo sem se ver destrói tudo. O guerreiro tem uma armadura feita de noite, da cor do teu cabelo, e está montado num dragão, uma criatura coerente com a tempestade, adaptada à loucura tenebrosa dos combates sucessivos, inevitáveis em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando deambulo sei que estás lá, contra os meus desejos. Ou será que o meu desejo é ter-te assim, aqui dentro, como um fantasma, uma sombra suspeita, da qual não sei nada mas que me acompanha como o chão que piso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És a verdadeira poesia, como os antigos a pensaram. Fazes fluir música e ar e labaredas e arvores arrancadas pela raiz. Através de ti tenho forma e penso que é melhor sentir uma opressão no peito, que me fustiga e me impede de respirar, do que experimentar o vácuo de não te ter. Amo-te.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-116775661327757691?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/116775661327757691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=116775661327757691' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/116775661327757691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/116775661327757691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2007/01/crcere.html' title='Cárcere…'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-116428508405821734</id><published>2006-11-23T12:27:00.000Z</published><updated>2006-11-24T15:29:49.793Z</updated><title type='text'>Timbre da onda...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7373/370/1600/505455/timbre.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7373/370/320/996534/timbre.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Imagina uma falésia. Não precisa de ser num país distante, acessível através de um manto de nuvens espessas, guardado por amazonas. Uma falésia, simples, ladeada por escarpas pontiagudas, onde os corvos marinhos e as gaivotas nidificam e ouvem as marés. &lt;br /&gt;Se deixares fluir os sentidos, sem pensar muito, percebes que a simplicidade daquele microcosmo gigante explica-te como funciona o teu sentir, o tal que é ilógico.&lt;br /&gt;A reverberação intensa, resultado da solidez e forma dos rochedos, faz com que cada vaga, que aos mergulhos desajeitados se lança para a costa, tenha um som distinto, como um grito rouco.&lt;br /&gt;Fecha os olhos. Cada onda, das mais fortes, daquelas que dentro da escala hierárquica das ondas têm um ânimo de conquistador, tem um som que faz com que ela seja ela e não outra. É essa vibração que nos afecta, que nos apela a escolher uma onda, apenas uma, entre todas.&lt;br /&gt;Essa distinção só existe em nós, que ousamos escutar. No meio do caos que é a vida das pessoas passa-se o mesmo, quando as ouvimos com atenção, quando lhes damos o nosso tempo e elas se distinguem no meio da tempestade na falésia que é a existência.&lt;br /&gt;O timbre das ondas confunde-se com o som da respiração e aquela pessoa, antes desconhecida, é o nosso reflexo embaciado. Mas as ondas só acontecem uma vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-116428508405821734?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/116428508405821734/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=116428508405821734' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/116428508405821734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/116428508405821734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2006/11/timbre-da-onda.html' title='Timbre da onda...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-115566820290287626</id><published>2006-08-15T19:56:00.000+01:00</published><updated>2006-08-15T20:53:24.083+01:00</updated><title type='text'>Corte sagital da esquizofrenia...</title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/294/1491/1024/vitor%20004.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/hello/294/1491/320/vitor%20004.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pensamento constante, indistinto, é mais um sonho. Não reconheço as caras que vejo, nem sequer olho para elas como normalmente faria. Todos os dias a senhora da padaria é outra, o homem que se senta, depois do almoço, no degrau perto do arco medieval enquanto fuma um cigarro e (não) vê as pessoas que passam, é outro. &lt;br /&gt;Já não me sinto inquieto por não me reconhecer, por viver no meu mundo que não é meu, onde até o meu espelho me atraiçoa.&lt;br /&gt;Respondo aos bons dias que me são dirigidos com uma semi-indiferença esgotada no discreto aceno de uma das mãos.&lt;br /&gt;O homem que me cobra pelas horas passadas a ouvir a minha patologia, o Dr. Alfredo Rosa, do qual só reconheço o nome, para mim é sempre alguém diferente, boceja com discrição, a disfarçar a própria anomalia que é o seu trabalho. &lt;br /&gt;- Tem de tomar o “Socian” com regularidade, tem de superar esse cansaço emocional – afirma o erudito do cérebro com uma certeza ilógica.&lt;br /&gt;Eu já sei que é um placebo, o alívio não chega. Vivo através das personagens dormentes de algum romance. Hibernam dentro de mim, e na latência do sonho são as únicas caras que reconheço. Até as gárgulas da Sé me são familiares. Figuras grotescas que acolho com uma ternura parental. São os meus guias nesta minha existência alienígena, longe de tudo o que conheço.&lt;br /&gt;O presente deixou de o ser quando a vi. Alva, com roupas escuras, óculos pesados que transpareciam simplicidade ou o desejo de não ser dali. Só reparei nela quando, ao fim do segundo dia, os meus olhos não se mostraram ausentes. Pela primeira vez reconhecia uma cara, um rosto que me era alheio, longe de casa.&lt;br /&gt;Comecei a esboçar sorrisos, podia dizer olá a alguém, embora, até aí, nunca o fizesse. Ela existia para mim naquela forma, fazia-me transbordar nas margens do intelectual. Eu obrigava-me a passar todos os dias junto ao Castelo, agora renovado com uma arquitectura absurda, onde ela estava ao fim da tarde. &lt;br /&gt;Comentei isso com o técnico cerebral, o Dr. Rosa, que se mostrou interessado, afinal estava a progredir. Talvez ele, no fim de contas, fosse eficaz.&lt;br /&gt;Ele propôs-se a ir comigo numa das minhas deambulações diárias pela cidade. Aconselhou-me a falar com ela, teria de haver uma razão para só ela se inserir na lógica da minha existência doentia.&lt;br /&gt;Subíamos a rua, eu e o meu conselheiro outra vez desconhecido. Comecei a ver as mãos dela, com as unhas pintadas de preto, repousadas nas pernas cruzadas discretamente por baixo da saia comprida. O pulso acelerou, o meu organismo contraiu-se por abandonar o resto do mundo e me entregar ao reconhecimento de mim. Chegámos perto, mantive-me sempre silencioso. Olhei com alguma suavidade para os olhos claros da única pessoa que me fazia lembrar que algum oxigénio corria em mim. &lt;br /&gt;Num momento hesitante disse-lhe olá e perguntei-lhe se sabia a que horas abria a galeria de exposições do Castelo. Ela só me disse que ainda estava aberta, fecharia daí a quinze minutos. Eu agradeci-lhe e continuei. &lt;br /&gt;O Dr. Rosa, o vendedor de unguentos mentais, não muito admirado, destruiu o meu mundo. Perguntou-me com quem tinha eu falado lá atrás.&lt;br /&gt;Desde esse dia nunca mais parou de chover.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-115566820290287626?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/115566820290287626/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=115566820290287626' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/115566820290287626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/115566820290287626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2006/08/corte-sagital-da-esquizofrenia.html' title='Corte sagital da esquizofrenia...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-113805483611895072</id><published>2006-01-23T22:20:00.000Z</published><updated>2006-05-25T15:22:02.723+01:00</updated><title type='text'>Observador silencioso...</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="CLEAR: both"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/hello/294/1491/1024/HPIM0626.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/hello/294/1491/320/HPIM0626.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As ilusões herdadas pelos pais passam pela ideia de que os humanos são os seres mais inteligentes, mais determinados, mais controladores que este planeta viu nascer. Todos os momentos da existência dos humanos são catalogados pelos nossos investigadores. Pouca gente ouviu falar deles, mas, de uma forma geral, todos, secretamente, sabem que eles existem. Nas noites frias de Inverno podemos ouvi-los, longe, nas fragas de Sintra, rodeados por luxuriantes folhas que não cessam de viver. Melodias com quartos de tom, inaudíveis para a maioria dos humanos, para aqueles que não acreditam na tradição, propagam-se pelo granito, ganham formas, fazem nascer plantas e centopeias, deixam-nos respirar. São uma espécie de exploradores da "National Geographic" do exórdio da nossa espécie. Usam a música como um dardo tranquilizante e, depois de cairmos num estado letárgico, averiguam como é que estamos, como é que interagimos com os outros animais. Quando acordamos estamos exactamente no mesmo momento, nem o tempo passou. Prosseguimos, ufanados com as nossas capacidades, com a nossa banalidade, e esgotamos aquilo que nunca nos pertenceu. No início, quando ainda estamos latentes na nossa condição humana pura, conseguimos ouvi-los sempre, nem precisa de ser Inverno. Depois crescemos, somos levados a acreditar que os sonhos são vestigios de sinapses que se estabeleceram pela apreensão do real (seja lá o que for o real) e morremos dentro de nós. Deixamos que a tecnologia, por substituição, ampute os nossos membros, e prosseguimos sendo aquilo que não somos. Eu parei e consegui ouvi-lo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-113805483611895072?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/113805483611895072/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=113805483611895072' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/113805483611895072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/113805483611895072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2006/01/observador-silencioso.html' title='Observador silencioso...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-113095997083935898</id><published>2005-11-02T19:32:00.000Z</published><updated>2005-11-02T20:46:54.880Z</updated><title type='text'>Ruas vagas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/hello/294/1491/1024/HPIM0006.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/hello/294/1491/320/HPIM0006.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Antes, quando eras uma ideia, nada mais, deixava que os pés me levassem por aí, ao sabor do sonho. O sonho ganhou asas, ou pernas, e partiu. Não desapareceu, ganhou uma textura, a carne revestiu o esqueleto difuso. Sinto a senescência conjunta, desde o início do tempo,  das nossas almas (conceito ainda mais prolixo, mas que um dia, tal como prometeste, vais explicar-me) e não consigo exprimir isto, nem apelando a toda a minha razão, se a tiver. Sinto a noite na minha cidade, caminho ao longo dos lancis e imagino os teus passos, que me acompanham. Depois, quando chove, ou quando só eu sinto a chuva, evito os teus passos, mesmo imaginados, corro para longe deles, para que um dia não me façam falta. Nesses momentos as luzes redondas são disparos infernais que me atormentam, beliscam-me e atrapalham a minha peregrinação. Mas só porque caminho por passeios de pedras sinuosas, não significa que não possas apanhar-me... estou sempre a clamar o teu corpo perto de mim, a tua compleição etérea... mesmo que não me ouças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-113095997083935898?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/113095997083935898/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=113095997083935898' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/113095997083935898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/113095997083935898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2005/11/ruas-vagas.html' title='Ruas vagas...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-112732896608519447</id><published>2005-09-21T19:45:00.000+01:00</published><updated>2005-09-21T19:56:06.090+01:00</updated><title type='text'>Ainda biqueiras d'aço...</title><content type='html'>Minto quando digo que escrevo sem sentimentos... minto porque sinto mais por ti do que imaginas... e não te sinto a sentir-me...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-112732896608519447?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/112732896608519447/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=112732896608519447' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/112732896608519447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/112732896608519447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2005/09/ainda-biqueiras-dao.html' title='Ainda biqueiras d&apos;aço...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-112620907469152461</id><published>2005-09-08T20:51:00.000+01:00</published><updated>2005-09-08T20:57:41.510+01:00</updated><title type='text'>Biqueiras d'aço...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/1024/HPIM0343.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/320/HPIM0343.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em tão pouco tempo senti-te... e foi preciso deixar de respirar, já que só o fazia quando dançava contigo (ainda que em pensamento), para perceber que a tua ausência magoa-me. Conseguiste fazer-me escrever apenas por sentimento, sem preocupações de ordem lexical ou sintática...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-112620907469152461?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/112620907469152461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=112620907469152461' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/112620907469152461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/112620907469152461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2005/09/biqueiras-dao.html' title='Biqueiras d&apos;aço...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-112587568489794128</id><published>2005-09-05T00:14:00.000+01:00</published><updated>2005-09-05T20:28:16.436+01:00</updated><title type='text'>Longe, aqui...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/1024/HPIM0220.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/320/HPIM0220.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na linha que cruza o que observo, está o meu segredo, aquele que te revelo sem que o saibas. Avanço, ainda a medo, para junto dos teus pés, ainda molestados pelas caminhadas que escolhes empreender. Mantenho-me atento, sempre a pensar em ti, como se algo retivesse o meu pensamento e, pelo desconhecido, tu o sentisses. Não conheço os segredos do universo, não enquanto estou sozinho. A tua presença, escassa e reconfortante, é o alimento da minha magia (no sentido que lhe é dado pelas pessoas comuns). Cada minuto de sedentário raciocínio sobre ti, é um passo em direcção à conclusão dos meus dúbios desejos. É um passo que me afasta do amplexo apertado do passado fatigante. A angústia revela-se pequena, um horizonte vasto de dança e de poesia. Fotografo a minha alma através através dos teus olhos, e a plumbagina do meu coração espelha no papel os alicerces da minha música, da minha escrita. Emana de ti, agora, aqui, longe...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-112587568489794128?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/112587568489794128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=112587568489794128' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/112587568489794128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/112587568489794128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2005/09/longe-aqui.html' title='Longe, aqui...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-112439352307167864</id><published>2005-08-18T20:32:00.000+01:00</published><updated>2005-08-26T16:10:36.606+01:00</updated><title type='text'>uma flauta na harmonia...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/1024/uma%20flauta%20na%20harmonia.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/320/uma%20flauta%20na%20harmonia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não escolhemos quando sonhamos. Essa é a magia do incontrolável, por isso nada se aproxima mais do profundo sentir, aquele simples, imenso, inefável. Como caminhar por todas as paisagens e desejar, a cada passo, voltar ao ponto de partida, como estar com alguém e não precisar de lhe tocar para que a osmose, para além dos sentidos, aconteça. Durante uma longa caminhada não nos apercebemos da dimensão do acto. Só o termo do percurso, ainda que incomensurável, traz a verdade, aquela que nem sempre queremos saber, mas com a qual sempre nos confrontaremos. Incomoda-me conseguir ver a sombra e não a atingir...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-112439352307167864?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/112439352307167864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/112439352307167864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2005/08/uma-flauta-na-harmonia.html' title='uma flauta na harmonia...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-111542255536981461</id><published>2005-05-07T00:35:00.000+01:00</published><updated>2005-05-07T01:55:58.286+01:00</updated><title type='text'>Coração de salgueiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/1024/Img000731.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/320/Img000731.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há alguns séculos atrás, algures no Japão, um monge dedicou um pouco de atenção a uma tempestade de neve. Uma pequena análise, desinteressada e casual, mudaria a vida deste homem para sempre (curiosamente, também a de muitas pessoas que o seguiriam). Durante a intempérie o monge observou que os carvalhos, com toda a sua robustez e imponência, eram arrancados pela raiz, brutalmente, por uma mão invisível e devastadora. Por outro lado, com toda a sua fragilidade e elegância, os salgueiros resistiam vergando-se ao sabor do vento. A dança dos salgueiros passou a ser encarada como um exemplo para as pessoas fracas fisicamente que eram subjugadas pela brutalidade dos lacaios feudais. Foi o início da força resistente dos débeis. A arte da suavidade nasceu dum momento, duma epifania exclusiva da natureza, que mostra a capacidade que o sonho (ainda que acordado) tem de provocar despertares.&lt;br /&gt;Creio que, pelo pouco que os meus vinte e sete anos me mostraram, o nosso coração tem uma capacidade intrínseca de lutar contra as tempestades com que se depara. Muitas vezes basta flutuar ao sabor do sentir, outras, mais numerosas, tem de enfrentar a magia cinética dos elementos.&lt;br /&gt;A fotografia aqui exposta foi tirada num momento que julgava triste e decisivo. Agora sei que tinha tudo aquilo de que precisava. O meu coração era um carvalho, estupidamente forte. A ausência arrancou-o pela raiz; a ausência provocará o seu (re)nascimento sob a forma de salgueiro.&lt;br /&gt;A legitimidade de sofrer e de resistir também pode ser avaliada e medida. Acho que, se Deus existisse, estaria ocupado com um rol brutal de dúvidas de avaliação de casos. Deus teria de ser advogado (mas não juiz... parece-me demasiada responsabilidade para alguém tão apático; a decisão final teria de ser repartida por uma série de anjos, arcanjos e santos dispostos a ter olheiras por toda a eternidade).&lt;br /&gt;Ontém conheci uma rapariga, excepcional pelas razões erradas. Quem me dera que ela tivesse a presunção de escalar o Everest ou de conduzir um McLaren F1, mas a categoria avançada em que se encontra deve-se ao facto de ser amputada de ambas as pernas, estar grávida e abandonada pelo progenitor da criança que irá parir daqui a alguns meses. Só espero que Deus, caso exista, se lembre de lhe plasmar no coração a agilidade típica dos salgueiros. No caso Dele não existir, espero estar eu e o resto da humanidade, sem subterfúgios religiosos nem esperanças vãs contidas num nevoeiro intelectual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-111542255536981461?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/111542255536981461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=111542255536981461' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/111542255536981461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/111542255536981461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2005/05/corao-de-salgueiro.html' title='Coração de salgueiro'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-111158052166278427</id><published>2005-03-23T12:03:00.000Z</published><updated>2005-03-23T14:40:33.570Z</updated><title type='text'>cinzas... escultura de areia ressequida... o meu peito...</title><content type='html'>Encontrei, certamente não por acaso, uma centelha de ti no meu sonho. Foi terrível abrir os olhos, deixar-me fulminar pela luz, e ver que não estavas. Abri (mais uma vez) um precedente de inquietude, como se a falta da tua textura, de toda a minha capacidade háptica, me devolvesse a um estado embrionário em que não sabia o que era sentir, sentir-te. Respirando, assimilando, deixei de viver, outra vez. Ainda espero que me libertes do cárcere destes sentimentos de antanho, para ti, que, em mim, estão mais presentes do que nunca. Cada momento nesta opressão, ainda que no imaginário, é como o vento a passar num manto de cinzas, só que eu não estou a libertar-me dos restos queimados pelo tempo, eu sou o pó, ressequido, de mim, e disso liberto-me com o mais suave bafejo. Deixo de ser na tua ausência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-111158052166278427?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/111158052166278427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=111158052166278427' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/111158052166278427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/111158052166278427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2005/03/cinzas-escultura-de-areia-ressequida-o.html' title='cinzas... escultura de areia ressequida... o meu peito...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-111045894414319090</id><published>2005-03-10T12:20:00.000Z</published><updated>2005-03-23T12:25:58.336Z</updated><title type='text'>Esperança ou a inefável tentação de ser</title><content type='html'>Estava deslocado. Pensava que afinal não pertencia ali. É difícil enfrentar a perfeição de um momento, ainda que seja aquilo que mais desejamos. Olhava e sentia, mas não sabia. Ela, com simplicidade, puxa o banco, senta-se, olha para a partitura, começa timidamente a tocar. Tecla após tecla a melodia forma-se. Reconheço-a. Eu já a tinha tocado algumas vezes, mas esta melodia que despertava, pueril, estava a corrigir-me. O sentido da "mazurka", mais do que me elucidava sobre as harmonias, puxava-me para um turbilhão inevitável de taquicardia sentimental. Só queria dizer-lhe que nem o sonho mais ousado de Dali poderia reconstruir aquele momento. Mais do que onírico, era real e perfeito. Nesse momento (re)comecei a sentir... ou apenas um nevoeiro de mim no deserto de tudo o que fui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-111045894414319090?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/111045894414319090/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=111045894414319090' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/111045894414319090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/111045894414319090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2005/03/esperana-ou-inefvel-tentao-de-ser.html' title='Esperança ou a inefável tentação de ser'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-110976632632781816</id><published>2005-03-02T11:58:00.000Z</published><updated>2005-03-02T12:55:27.656Z</updated><title type='text'>sonho sem mim...</title><content type='html'>É uma daquelas manhãs frias, em que a luz fere graciosamente os olhos. As pernas já não acompanham a minha vontade de correr, mas é bom saber que ainda escreves ao meu lado, que tomas conta dela... ela anda a correr, sem nunca se cansar, como todas as crianças fazem. Anda atrás dos gansos. Bem que eles correm para o lago, a bater as asas com um ar desajeitado... algumas penas soltam-se. Ele, mais velho, joga à bola com os outros miúdos. Não tenho medo que se magoe, só lhe faz bem sentir a energia de um momento intenso. Seria um desperdício de vida ficar inerte, a ler um livro, com esta idade... ou a brincar com "legos". Ainda bem que eles os deixaram connosco. Podiam pagar uma ama, mas no fundo sabem que nos dá alento tê-los cá. É como se nos fizessem lembrar uma época à qual já não pertencemos.&lt;br /&gt;Temos de voltar para casa... e acho que eles anseiam por isso. O bolo que lhes fizeste deve estar bom. Já não tenho idade para guloseimas, mas só de pensar... sinto-me ridiculamente a salivar. &lt;br /&gt;É bom chegar até aqui, até esta fase... sentir tudo isto que sinto... e só temer o dia em que um de nós vai reclamar a obscenidade da incúria eterna. Não quero deixar-te nunca, eternamente envelhecer a teu lado...&lt;br /&gt;Depois... acordei... e percebi que não vivia a minha vida. Onde é que estás?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-110976632632781816?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/110976632632781816/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=110976632632781816' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/110976632632781816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/110976632632781816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2005/03/sonho-sem-mim.html' title='sonho sem mim...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-109906989392707858</id><published>2004-10-29T18:11:00.000+01:00</published><updated>2004-10-31T16:34:14.206Z</updated><title type='text'>passado misterioso ou presente concreto?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/1024/Img00061.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/320/Img00061.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Baphomet", fauno,&lt;br /&gt;Símbolo de fertilidade ou ilusão...&lt;br /&gt;Para quem ainda procura&lt;br /&gt;Um referente para a existência e não encontra&lt;br /&gt;Explicações para interrogações que nem sabe quais são...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foto tirada por Vítor Cordeiro, na Quinta da Regaleira, Sintra.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-109906989392707858?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/109906989392707858/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=109906989392707858' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109906989392707858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109906989392707858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/10/passado-misterioso-ou-presente.html' title='passado misterioso ou presente concreto?'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-109906963282452177</id><published>2004-10-29T17:57:00.000+01:00</published><updated>2004-10-29T18:07:12.823+01:00</updated><title type='text'>"Do céu e do inferno"</title><content type='html'>"O céu é a obra dos melhores e mais bondosos homens e mulheres. O inferno é a obra dos presumidos, dos pedantes e dos que se dedicam a dizer verdades. O mundo é um propósito de se sobrepor a uns e a outros." Samuel Butler - Note-Books (1912)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In BORGES, Jorge Luís, CASARES, Adolfo Bioy, Livro do Céu e do Inferno, Trad. Serafim Ferreira, ed. Teorema,  col. outras estórias, 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-109906963282452177?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/109906963282452177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=109906963282452177' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109906963282452177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109906963282452177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/10/do-cu-e-do-inferno.html' title='&quot;Do céu e do inferno&quot;'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-109439334726152260</id><published>2004-09-05T15:09:00.000+01:00</published><updated>2004-09-07T00:00:01.730+01:00</updated><title type='text'>imunidade...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/1024/Art42.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/320/Art42.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;James O'Barr escreveu, sob a forma de novela gráfica - The Crow - a mais bela carta que os sentimentos de afecto podem inspirar (reparem como eu evito dizer a palavra am...or...), onde a perda e a saudade são soberanas. Mas como evitar este aperto provocado pela ausência? Acho que faz parte do processo de crescimento e canaliza o que temos dentro de nós em obras de arte... afinal a arte surge da melancolia? Felizes são aqueles que apreciam a arte produzida pelos outros, longe do que os afectou, imunes à eterna pressão sentida no peito dos artistas...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-109439334726152260?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.thecrow.com/' title='imunidade...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/109439334726152260/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=109439334726152260' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109439334726152260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109439334726152260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/09/imunidade.html' title='imunidade...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-109439041166813230</id><published>2004-09-05T14:20:00.000+01:00</published><updated>2004-09-05T14:26:45.263+01:00</updated><title type='text'>descansa Rosalía...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/1024/ROSALIA.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/320/ROSALIA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;CANZON DE CUNA PRA ROSALIA CASTRO, MORTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¡Érguete, miña amiga,&lt;br /&gt;que xa cantan os galos do día!&lt;br /&gt;¡Érguete, miña amada,&lt;br /&gt;porque o vento muxe, coma unha vaca!&lt;br /&gt;Os arados van e vén&lt;br /&gt;dende Santiago a Belén.&lt;br /&gt;Dende Belén a Santiago&lt;br /&gt;un anxo ven en un barco.&lt;br /&gt;Un barco de prata fina&lt;br /&gt;que trai a door de Galicia.&lt;br /&gt;Galicia deitada e queda&lt;br /&gt;transida de tristes herbas.&lt;br /&gt;Herbas que cobren teu leito&lt;br /&gt;e a negra fonte dos teus cabelos.&lt;br /&gt;Cabelos que van ao mar&lt;br /&gt;onde as nubens teñen seu nidio pombal.&lt;br /&gt;¡Érguete, miña amiga,&lt;br /&gt;que xa cantan os galos do día!&lt;br /&gt;¡Érguete, miña amada,&lt;br /&gt;porque o vento muxe, coma unha vaca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frederico Garcia Lorca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e agora penso eu... na Galiza tudo é sentido com mais emoção. A ligação à raiz tradicional faz-nos querer ser quem, afinal, somos...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-109439041166813230?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/109439041166813230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=109439041166813230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109439041166813230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109439041166813230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/09/descansa-rosala.html' title='descansa Rosalía...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-109355823908669043</id><published>2004-08-26T23:07:00.000+01:00</published><updated>2004-08-26T23:40:21.073+01:00</updated><title type='text'>a flor é bela... e a saudade doi...</title><content type='html'>Saudades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudades! Sim... talvez... e porque não?...&lt;br /&gt;Se o nosso sonho foi tão alto e forte&lt;br /&gt;Que bem pensara vê-lo até à morte&lt;br /&gt;Deslumbrar-me de luz o coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!&lt;br /&gt;Que tudo isso, Amor, nos não importe.&lt;br /&gt;Se ele deixou beleza que conforte&lt;br /&gt;Deve-nos ser sagrado como pão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes, Amor, já te esqueci,&lt;br /&gt;Para mais doidamente me lembrar,&lt;br /&gt;Mais doidamente me lembrar de ti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem dera que fosse sempre assim:&lt;br /&gt;Quanto menos quisesse recordar&lt;br /&gt;Mais a saudade andasse presa a mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florbela Espanca&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-109355823908669043?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/109355823908669043/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=109355823908669043' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109355823908669043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109355823908669043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/08/flor-bela-e-saudade-doi.html' title='a flor é bela... e a saudade doi...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-109355456101614438</id><published>2004-08-26T22:04:00.000+01:00</published><updated>2004-08-26T22:09:21.016+01:00</updated><title type='text'>Meu Amor...</title><content type='html'>Meu amor, meu amor&lt;br /&gt;Música de Alain Oulman. Escrito em 1968. Interpretado por Amália Rodrigues no disco Com que Voz - Columbia SPMX 5012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor meu amor&lt;br /&gt;Meu corpo em movimento&lt;br /&gt;Minha voz à procura&lt;br /&gt;Do seu próprio lamento.&lt;br /&gt;Meu limão de amargura meu punhal a escrever&lt;br /&gt;Nós parámos o tempo não sabemos morrer&lt;br /&gt;E nascemos nascemos&lt;br /&gt;Do nosso entristecer.&lt;br /&gt;Meu amor meu amor&lt;br /&gt;Meu nó e sofrimento&lt;br /&gt;Minha mó de ternura&lt;br /&gt;Minha nau de tormento&lt;br /&gt;Este mar não tem cura este céu não tem ar&lt;br /&gt;Nós parámos o vento não sabemos nadar&lt;br /&gt;E morremos morremos&lt;br /&gt;Devagar devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in SANTOS, Ary dos, As Palavras das Cantigas (organização, coordenação e notas de Ruben de Carvalho), Lisboa, Edições Avante, 1995&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-109355456101614438?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/ary_dos_santos/' title='Meu Amor...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/109355456101614438/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=109355456101614438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109355456101614438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109355456101614438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/08/meu-amor.html' title='Meu Amor...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-109345961234390614</id><published>2004-08-25T19:46:00.000+01:00</published><updated>2005-02-24T16:12:46.716Z</updated><title type='text'>posso ter tudo, mas não tenho o que é mais importante...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/1024/saxophone.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/320/saxophone.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Invoco-te para preencher o vazio das noites em que a solidão morde o meu corpo magoado. E deito-me, inventando-te no espaço preciso da tua ausência."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-109345961234390614?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/109345961234390614/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=109345961234390614' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109345961234390614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109345961234390614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/08/posso-ter-tudo-mas-no-tenho-o-que-mais.html' title='posso ter tudo, mas não tenho o que é mais importante...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-109337346790877523</id><published>2004-08-24T19:51:00.000+01:00</published><updated>2004-08-25T22:26:23.436+01:00</updated><title type='text'>(in)sanidade...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/1024/05ralph.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/320/05ralph.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Spider... desconcertante, incisivo. David Cronenberg captou a psicose e a angústia da esquizofrenia... Conduz-nos ao medo de acreditar em algo que não existe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Spider", de David Cronenberg, com Ralpf Fiennes (Spider), Miranda Richardson (Ivonne/Mrs. Cleg), Gabriel Byrn (Bill Cleg) (...) (Metropolitan Film Export, Helkon SK, Capitol)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-109337346790877523?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.spiderthemovie.com/' title='(in)sanidade...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/109337346790877523/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=109337346790877523' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109337346790877523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109337346790877523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/08/insanidade.html' title='(in)sanidade...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-109259578576528299</id><published>2004-08-15T19:49:00.000+01:00</published><updated>2004-08-26T22:52:16.226+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/1024/IMAG0018.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/320/IMAG0018.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que a subida seja difícil não podemos desistir... o melhor duma viagem é poder voltar com a sensação de ter cumprido algo... (Luisa a ascender a Pedrafita do Cebreiro, com esforço...e a glória de apreciar uma paisagem a 1300 metros de altitude...)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-109259578576528299?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/109259578576528299/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=109259578576528299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109259578576528299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109259578576528299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/08/mesmo-que-subida-seja-difcil-no.html' title=''/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-109258349719033414</id><published>2004-08-15T16:24:00.000+01:00</published><updated>2004-08-26T22:51:50.846+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/1024/IMAG0066.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/320/IMAG0066.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;The fellowship of the way... Tolkien would say...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-109258349719033414?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/109258349719033414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=109258349719033414' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109258349719033414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109258349719033414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/08/fellowship-of-way.html' title=''/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-109258295199185553</id><published>2004-08-15T16:15:00.000+01:00</published><updated>2004-08-26T22:51:30.456+01:00</updated><title type='text'>até à luz...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/1024/Img00054.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/320/Img00054.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quero subir a escada para o topo... é bom quando se escolhe a ascensão...&lt;br /&gt;(Poço Iniciático, Quinta da Regaleira, Sintra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-109258295199185553?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/109258295199185553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=109258295199185553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109258295199185553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109258295199185553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/08/at-luz.html' title='até à luz...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-109258252822936883</id><published>2004-08-15T16:08:00.000+01:00</published><updated>2004-08-26T22:53:21.360+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/1024/IMAG0016.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/320/IMAG0016.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A paisagem galega mostra-nos como podemos ser pequenos... e como podemos alargar-nos...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-109258252822936883?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/109258252822936883/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=109258252822936883' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109258252822936883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109258252822936883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/08/paisagem-galega-mostra-nos-como.html' title=''/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-109258211059916187</id><published>2004-08-15T16:01:00.000+01:00</published><updated>2004-08-26T22:53:46.603+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/640/IMG_0079.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #660066 1px solid; BORDER-TOP: #660066 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #660066 1px solid; BORDER-BOTTOM: #660066 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/294/1491/320/IMG_0079.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma melodia em Redondela (Galiza)...&lt;br /&gt;à espera do comboio para me levar de volta a casa... consegues ouvi-la?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-109258211059916187?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/109258211059916187/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=109258211059916187' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109258211059916187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109258211059916187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/08/uma-melodia-em-redondela-galiza.html' title=''/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-109196258009904645</id><published>2004-08-08T11:48:00.000+01:00</published><updated>2004-08-15T16:04:47.263+01:00</updated><title type='text'>a carta...</title><content type='html'>Escrever aqui, dirigir-me a ti, na segunda pessoa do singular, é como se pudesse falar contigo, na tua ausência. Escrevo-te e digo-te aquilo que já não podes ouvir. Como uma carta apaixonada, isto que escrevo ganha contornos de loucura, pois parece não ter referente. Tu, que escreves como uma deusa que tutela a eloquência, já não me retribuis palavras, já não me ouves. Como posso ter morrido para ti? Tudo isto está votado à tristeza, mas não a alimento... anseio pelo dia em que este "blog" vai ser absurdamente feliz, em que o meu discurso será pautado pelo sorriso dos teus olhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-109196258009904645?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/109196258009904645/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=109196258009904645' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109196258009904645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109196258009904645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/08/carta.html' title='a carta...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-109189717649633967</id><published>2004-08-07T17:07:00.000+01:00</published><updated>2004-08-15T16:05:31.140+01:00</updated><title type='text'>passo a passo...</title><content type='html'>Quando percorremos muitos quilómetros a pé, sozinhos, a solidão conduz-nos pelos corredores do que mais íntimo temos. Sentir um misto de pequenez com grandiosidade, humildade e orgulho. Andei duzentos e trinta quilómetros por entre árvores, rios, montanhas, pessoas. A altitude deixa-nos tontos, o sol deixa-nos ébrios. Tudo nos faz perceber como somos insignificantes... mas quando fechamos os olhos e não conseguimos diluir a imagem de alguém do nosso passado, percebemos que ainda faz parte do nosso presente. Pensava que ia tornar-me mais forte ao percorrer o Caminho Francês de Santiago, descrito por Ameryc Picaud, um monge francês, no século XII. Só acentuou aquilo que estava esbatido pelo tempo. Deu-me a conhecer a minha fraqueza, a minha dor... espero que não a perdição. De uma forma ou de outra também me faz sentir vivo. Sinto-me agora como me senti na primeira vez que escrevi aqui... sinto a falta dela e não lho posso dizer... "É a dor da esperança que não sai de dentro de nós... Quem me dera que ela lesse isto. Quem me dera que ela ouvisse. Quem me dera que ela ainda sentisse...". É claro que agora, mais do que nunca, ela é inacessível, e vivo num mundo de sonho sustentado pela esperança. Mas a culpa (ou responsabilidade) é toda minha. Fui eu que a afastei quando ela queria estar comigo... agora tenho de viver com este peso... ou simplesmente apagar...&lt;br /&gt;Mas ainda me resta a coragem de prosseguir... "They often cheered us on, yelling &lt;em&gt;ultreya&lt;/em&gt;. - What does that mean?, I asked. It means moving forward with courage."&lt;br /&gt;Obrigado por tudo o que me ensinaste. Só tu me fizeste sentir perfeito... como uma massagem interior com um unguento imaterial, feito de sons cavernosos e suaves.&lt;br /&gt;"Ultreya! Have courage, because all roads lead to the beginning. You must travell out of time until you make the symmetrical loop of understanding what went before".&lt;br /&gt;Amo-te intrinsecamente e ficaria contigo para sempre, como as rochas de Sintra... basta sentires...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-109189717649633967?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/109189717649633967/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=109189717649633967' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109189717649633967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/109189717649633967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/08/passo-passo.html' title='passo a passo...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-108966464744309162</id><published>2004-07-12T21:36:00.000+01:00</published><updated>2004-07-12T21:37:27.443+01:00</updated><title type='text'>Quando nada parece chamar por nós...</title><content type='html'>Quando nada parece chamar por nós, por vezes não queremos acordar: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hoje não quis acordar,&lt;br /&gt;Não sei porquê,&lt;br /&gt;Mas não quis acordar.&lt;br /&gt;Não quis mais voltar a ver&lt;br /&gt;O doce brilhar do sol&lt;br /&gt;Nem a ternura pálida da lua&lt;br /&gt;Não quis mais sentir&lt;br /&gt;As carícias do vento na face&lt;br /&gt;Não quis mais ouvir&lt;br /&gt;O canto dos pássaros no ar...&lt;br /&gt;Queria que a vida acabasse,&lt;br /&gt;Que o tempo se esquecesse de mim&lt;br /&gt;Queria que hoje fosse o meu fim.&lt;br /&gt;Lembrei-me de como se sofre&lt;br /&gt;E hoje, não quis acordar;&lt;br /&gt;Quis parar de viver,&lt;br /&gt;Parar de ver o mundo sofrer&lt;br /&gt;As guerras, a fome,&lt;br /&gt;O desespero, as frustrações&lt;br /&gt;Só sei que não quis acordar.&lt;br /&gt;Será errado não querer acordar?&lt;br /&gt;Será errado ter acordado?&lt;br /&gt;Não sei, só sei que eu não quis acordar..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Será errado ter acordado?"- Não!&lt;br /&gt;Por vezes, sentimo-nos sozinho nesta longa viagem, preenchida por obstáculos, nesta longa viagem que nos foi dada, a vida! Sentimo-nos cair, conseguimos mesmo ficar lá no chão, sem ter quem nos apare ou mesmo nos ajude a levantar. Penso que nestes momentos, temos de conseguir uma das maiores proezas. Esquecer que estamos sozinhos, e pensar em todos aqueles que temos ao nosso lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que temos sempre por quem ou porque ansiar.. Ansiar por sentir o vento a bater na nossa face.. por poder trocar impressões com uma pessoa.. por poder cheirar uma flor.. por sentir o frio.. sentir a dor.. a alegria. Alegria que pode estar perdida mas acaba por se reencontrar ;)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Rita Pinheiro&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-108966464744309162?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/108966464744309162/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=108966464744309162' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/108966464744309162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/108966464744309162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/07/quando-nada-parece-chamar-por-ns.html' title='Quando nada parece chamar por nós...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-108648258949193877</id><published>2004-06-06T01:20:00.000+01:00</published><updated>2004-06-06T01:43:09.493+01:00</updated><title type='text'>Ansiar...</title><content type='html'>É um sacrifício levantar-me todas as manhãs e sentir que não devo nada ao mundo, nem ele a mim.&lt;br /&gt;Há pouco tempo, enquanto fazia zaping, estaquei a sintonização dos canais onde estava a dar um filme sem interesse aparente. Nesse filme, banal (embora norte-americano), foi contada uma estória, por um dos personagens, que não me larga.&lt;br /&gt;Um rapaz de cerca de quinze anos andava a estudar. Um dia os pais morreram. Ele, que já era pobre, ficou sem nada. Começou a trabalhar, e, depois de uma vida dura, ao fim de muitos anos, conseguiu juntar dinheiro e comprou uma pequena loja. Eventualmente conseguiu casar com uma rapariga que vivia perto dele. Ela era feia mas ele amava-a incondicionalmente, acima de tudo. O tempo foi passando, e aos fins-de-semana ele levava-a a um sítio especial, onde podiam estar sozinhos e viver felizes, ainda que por apenas algumas horas, sem preocupações. Dez anos passaram, e um dia ela adoeceu e acabou por morrer, consumida pelo cancro. O coração dele ficou destroçado, mas continuou a viver e a lutar. Conseguiu ter o direito de adoptar uma criança, o que o levou a adoptar um rapaz. Todos os fins-de-semana ele levava a criança ao mesmo sítio especial onde levara durante dez anos a sua amada companheira. Um dia foi indagado por alguém, talvez um vizinho, que lhe perguntou como é que ele conseguia aguentar tanta infelicidade que a vida lhe trazia e ainda conseguia manter um sorriso. A resposta, simples, desconcertante e inteligente, não se fez esperar. Ele apenas disse que ser feliz não é nada mais do que ter por que ansiar, seja um fim-de-semana num sítio especial, seja desejar estar com alguém que se ama, o importante é ansiar que um determinado dia chegue.&lt;br /&gt;Eu só quero ter por que ansiar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-108648258949193877?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/108648258949193877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=108648258949193877' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/108648258949193877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/108648258949193877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/06/ansiar.html' title='Ansiar...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-108648041532647066</id><published>2004-06-06T00:45:00.000+01:00</published><updated>2004-06-06T01:06:55.326+01:00</updated><title type='text'>afinal, sonho em mim...</title><content type='html'>Sonho acordado,&lt;br /&gt;Na noite dos dias, que não passam...&lt;br /&gt;Fujo, humílimo perante as pedras, &lt;br /&gt;Os insectos...&lt;br /&gt;Acordo a sonhar,&lt;br /&gt;Nas manhãs torturantes,&lt;br /&gt;Inertes, mortas para o tempo...&lt;br /&gt;O esquecimento do futuro,&lt;br /&gt;Como se, ansioso, me esgotasse.&lt;br /&gt;Deixo atrás de mim o mimetismo da alegria,&lt;br /&gt;Pois nunca foi mais do que um pálido vislumbre de vida,&lt;br /&gt;Nunca sentir nem olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-108648041532647066?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/108648041532647066/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=108648041532647066' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/108648041532647066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/108648041532647066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/06/afinal-sonho-em-mim.html' title='afinal, sonho em mim...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-108293445595364138</id><published>2004-04-25T23:35:00.000+01:00</published><updated>2004-04-26T00:13:37.610+01:00</updated><title type='text'>Inércia... estado da alma, que não sei se existe...</title><content type='html'>Preâmbulo - Há tanto tempo que não "vomito" palavras. Nem sei se será justo dizer alguma coisa, não que não me satisfaça, mas até que ponto é bom para alguém ler isto? &lt;br /&gt;"Vómito" habitual:&lt;br /&gt;Numa ida rotineira ao médico, perante a minha queixa de ter sintomas graves de cansaço, o atencioso médico receitou-me algo para a perda de interesse e fadiga. É hilariante, mas de facto a motivação pode ser vendida em ampolas. Todos os problemas do mundo passarão a ser resolvidos com psicotrópicos e afins!Acabaram-se as preocupações, horas passadas no trânsito, depressões, falta de interesse, fadiga, trabalho em excesso, imposições, chuva, buracos nos pavimentos, défices no orçamento (de Estado), atentados terroristas motivados pela ruptura política e/ou ideológica dum povo, desemprego, fome... será que ainda não descobriram as ampolas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-108293445595364138?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/108293445595364138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=108293445595364138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/108293445595364138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/108293445595364138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/04/inrcia-estado-da-alma-que-no-sei-se.html' title='Inércia... estado da alma, que não sei se existe...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-108069161386294261</id><published>2004-03-31T00:58:00.000+01:00</published><updated>2004-03-31T01:10:30.340+01:00</updated><title type='text'>ausência vs. vazio...</title><content type='html'>Pior do que não ter alguém que achamos que precisamos de ter perto de nós, é sentir o vazio absoluto. Magoam-me muito quando me tiram a esperança de algo... nunca deviamos perder a esperança, ela é o fio condutor da vida... &lt;br /&gt;Neste momento preparo-me para repetir uma experiência de ausência. Vou fazer o Caminho Português de Santiago. A falta das pessoas leva-nos a interagir com mais eficácia, como se a comunicação, mais do que uma característica de pura inalienabilidade, fosse uma necessidade vital. Ainda assim, queria que algumas pessoas, que amo profundamente das mais variadas formas, fossem comigo. Vou levar a solidão ao limite e destrui-la... Ultreya...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-108069161386294261?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/108069161386294261/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=108069161386294261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/108069161386294261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/108069161386294261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/03/ausncia-vs-vazio.html' title='ausência vs. vazio...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-108060480183927322</id><published>2004-03-30T00:28:00.000+01:00</published><updated>2004-03-31T01:02:21.750+01:00</updated><title type='text'>existes também para mim...</title><content type='html'>É estranho. Fiquei sem escrever aqui durante algum tempo. Na verdade pensava que ninguém ia dar-se ao trabalho de ler isto, no entanto alguém está com atenção e procura as minhas palavras. A minha ausência durante estes poucos dias deve-se ao facto de ter sentido que nem aqui podia sentir conforto. Nem com palavras, nem com desabafos para o leitor desconhecido. Mas estou aqui, e vou continuar a escrever... é tudo o que tenho de emocional. E agradeço a quem lê isto, pois cada vez que isto for lido, alguém, de alguma forma, pensa em mim, ou imagina-me... e acompanha-me...&lt;br /&gt;Em tudo o que de mal senti, e mostrei neste pequeno acervo de sentimentos banais, só me iludi. A solidão não é como eu pensava, é muito pior... e ao contrário do que muita gente possa pensar não se pode apagar ninguém das nossas vidas. Vamos ficar sempre com elas dentro de nós, algures... Acho que o mundo seria perfeito se as pessoas dessem e aceitassem segundas oportunidades para tudo. E quem as não aproveitasse, também não as merecia. E quem as aproveitasse seria ridiculamente feliz! Jamais se sentiria melancólico a ver um pôr-do-sol, como nos descreve o Principezinho... "lembrou-se dos poentes que ele próprio ia procurar outrora". Obrigado, meu/minha leitor/a... simplesmente porque existes, também para mim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-108060480183927322?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/108060480183927322/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=108060480183927322' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/108060480183927322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/108060480183927322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/03/existes-tambm-para-mim.html' title='existes também para mim...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-108017858263064504</id><published>2004-03-25T01:27:00.000Z</published><updated>2004-03-25T17:29:57.450Z</updated><title type='text'>como uma garrafa de plástico...</title><content type='html'>Certo dia vi uma cena dum filme interessantíssimo (de arrepiar, acrescento) de artes marciais, creio que com o Steven Seagal, na qual o tipo, violento como se tudo se resolvesse com músculos (viva a inércia), colocou uma garrafa de plástico no cano duma pistola, para silenciar os tiros.&lt;br /&gt;Hoje, numa aula, num momento em que estava a afundar-me em sinapses terríveis, uma rapariga linda tocou-me no ombro e perguntou-me quando era a reposição do programa "clube de jornalistas"... Foi o momento mágico. Ela nem imagina que, por uma fracção de parcela temporal definida por alguém, foi o silenciador do grito provocado pelo amplexo permanente da minha dor.&lt;br /&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-108017858263064504?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/108017858263064504/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=108017858263064504' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/108017858263064504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/108017858263064504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/03/como-uma-garrafa-de-plstico.html' title='como uma garrafa de plástico...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6659281.post-108000015673431446</id><published>2004-03-22T23:56:00.000Z</published><updated>2004-03-23T00:50:20.390Z</updated><title type='text'>a primeira vez...</title><content type='html'>É a primeira vez que escrevo aqui, para o mundo ver. Ou não ver. É a melancolia da solidão, intrínseca, que me faz tentar plasmar pensamentos num meio em que todos possam ver... A pior solidão não é física. Todos temos uma imensidão de entes que nos são queridos, que gostamos de ter perto de nós. E, normalmente, temo-los connosco. É a solidão de desejar ter alguém que perdemos e que nunca será substituida. É a solidão de alguém que, apesar de tudo o que nos tira a força, desejamos ter connosco. É a dor da esperança que não sai de dentro de nós... Quem me dera que ela lesse isto. Quem me dera que ela ouvisse. Quem me dera que ela ainda sentisse...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6659281-108000015673431446?l=sonhodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonhodemim.blogspot.com/feeds/108000015673431446/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6659281&amp;postID=108000015673431446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/108000015673431446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6659281/posts/default/108000015673431446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonhodemim.blogspot.com/2004/03/primeira-vez.html' title='a primeira vez...'/><author><name>Vítor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02543281759133063543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-8mox0VwkLQY/TlYqAgbBS-I/AAAAAAAAAD4/hdmQ8eQkO6U/s220/23479_1329726157520_1061943913_1022329_2042897_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
